segunda-feira, 6 de julho de 2009

POLIOMIELITE E DENGUE

Poliomielite (paralisia infantil)

Doença infecto-contagiosa de origem viral que causa paralisia, principalmente nos membros inferiores. O agente da infecção é o poliovírus do gênero Enterovírus, família Picornaviridae, com sorotipos I, II e III.

Pode ser transmitido pela água, alimento ou o ar. Afeta músculos e nervos, podendo causar paralisia permanente de qualquer músculo; torna difícil a locomoção, o ato da alimentação e chega até a impedir a respiração, podendo levar ao óbito. Felizmente, o último caso de poliomielite no Brasil foi registrado em 1989 na Paraíba. Isso foi um dos maiores sucessos da medicina no século passado, o desenvolvimento da vacina para a poliomielite pelo cientista Albert Sabin. Como é uma vacina que é administrada na forma de gotinhas, facilita bastante o seu uso e foi responsável pela redução dos casos de pólio em todo o mundo.

Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica. Aedes aegypti é principalmente encontrado em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil, pois as condições do meio ambiente favorecem seu o desenvolvimento e proliferação.

ROTAVÍRUS E PRIONS

Rotavírus

Rotavírus é um tipo de vírus da família Reoviridae, do gênero Rotavírus. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos. Até o momento, sete grupos foram identificados: A, B, C, D, E, F e G, sendo que os grupos A, B e C estão associados à doença no homem.
O Rotavírus vêm sendo considerado em todo mundo o principal responsável por diarréia em crianças menores de 5 anos e tem sido a principal causa de surtos de diarréia em hospitais, berçários, creches e pré-escolas.

Crianças prematuras ou com deficiência imunológica estão sujeitas à manifestação da doença com maior gravidade, podendo levar até a morte. Adultos também podem ser infectados, mas a doença tende a ser mais moderada, porém causando grande mal-estar.

A criança ou adulto pode ser contaminado mais de uma vez devido à existência de mais de um sorotipo de rotavírus.

A utilização de vacina eficaz permanece como a medida profilática de maior impacto contra a diarréia por rotavírus. Em 1998, uma vacina oral, tetravalente contra os sorotipos G1, G2, G3 e G4, foi liberada para uso nos EUA. Recentemente seu uso foi suspenso até que melhor avaliação acerca de sua segurança seja feita. Sua utilização no programa de imunização no Brasil, além das questões relativas à segurança do imunobiológico, ainda depende de estudos que avaliem melhor a epidemiologia do rotavírus entre nós, bem como aspectos relativos à relação custo benefício de sua introdução em larga escala .Outras medidas sanitárias e educativas - as práticas higiênicas tradicionais e universais como lavagem de mãos, controle da água e dos alimentos, destino adequado dos dejetos e do esgoto, tão importantes na profilaxia da gastroenterite por outros patógenos, parecem não ter grande impacto na incidência da infecção pelo rotavírus.

Prions

Os príons (ou priões), agentes sub-virais, não possuem ácido nucleico. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes mas não alteradas à sua configuração insolúvel, precipitando em cristais que causam danos às células. São conhecidas treze espécies de príons, das quais três atacam fungos e dez afetam mamíferos; dentre estes, sete têm por alvo nossa espécie.A palavra "príon" vem do inglês prion, que significa Proteinaceous Infectious Only Particle.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS VIRAIS

Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de matar. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são, até agora, as vacinas para prevenir as infecções, e drogas que tratam os sintomas das infecções virais.

Os pacientes freqüentemente pedem antibióticos, que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. Os antibióticos não servem para combater os vírus. Alguns tipos de remédios servem apenas para tratar os sintomas das infecções virais. As vacinas são utilizadas como método de prevenção, pois estimulam o sistema imunológico das pessoas a produzirem anticorpos contra determinados tipos de vírus.

O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Apenas algumas doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

SISTEMA IMUNILÓGICO

O sistema imunologico do homem tem capacidade de guarda informaçoes dos viurs que já o atingiram (memória), caso esse virus volte a atacar o sistema imunologico (reconhecimento), ele ja esteja fortalecido matando aquele tipo de virus (destruição).

Devido a alta mutabilidade dos virus é muito dificil ele voltar como dá vez passada ele muda a sua estrutura para que a celula fique vunerável a ele novamente.